As vezes não sei quem eu sou.
O espelho me revela um estranho...
Tenho a angustiante sensação
De que não conheço a mim mesmo.
Mas nem sempre foi assim.
Eu não sei em que ponto do caminho
Que minha história se perdeu.
Quero, sobretudo, crer que
O meu íntimo ainda está intacto,
Mas sei que fui engolido por banalidades.
Oxalá eu tenha um reencontro,
pois sinto falta de ser quem eu fui.
Eu quero que, no futuro, ao olhar para trás, e tenha construído algo de que eu possa me orgulhar.
terça-feira, 20 de novembro de 2012
quarta-feira, 29 de agosto de 2012
As vezes tenho vontade de chorar
As vezes eu tenho vontade de chorar...
Chorar o choro da alma,
Rasgar a angústia febril,
Trazer ao coração a calma.
As vezes tenho vontade de gritar,
Gritar o grito dos inocentes,
Chorar por todos os doentes.
Sentir a dor de viver,
É simplesmente viver.
As vezes eu quero chorar,
Chorar este choro sofrido,
Sufocar todo e qualquer ruído...
Saltar no infinito da mente,
E resgatar a alegria dormente!
Chorar o choro da alma,
Rasgar a angústia febril,
Trazer ao coração a calma.
As vezes tenho vontade de gritar,
Gritar o grito dos inocentes,
Chorar por todos os doentes.
Sentir a dor de viver,
É simplesmente viver.
As vezes eu quero chorar,
Chorar este choro sofrido,
Sufocar todo e qualquer ruído...
Saltar no infinito da mente,
E resgatar a alegria dormente!
quarta-feira, 1 de agosto de 2012
Lado B
Um b-side para aturar a insônia.
É terça-feira... É plena terça-feira e a insônia me corrói; enquanto eu a consumo voraz.
Um b-side qualquer está tocando, uma música frouxa e bela se arrasta.
Apesar de que, em se tratando de Radiohead, tudo parece ser lado b.
Às vezes me confundo, é normal.
Mas hoje estou certo, o que ouço não é um Lado A, não pode ser e não combina!Apesar de que, em se tratando de Radiohead, tudo parece ser lado b.
Às vezes me confundo, é normal.
As estrelas lá no alto cintilam vagarosas...
Se o dia é o single, a madrugada é o autêntico b-side.
Se o dia é o single, a madrugada é o autêntico b-side.
Poesia e fantasia! Harmonia e melancolia.
quarta-feira, 18 de julho de 2012
Falsas Promessas
Quanto não é dito
no silêncio mortal?
Quanto não é prometido
na frieza matinal?
Quanto não é jurado,
No anonimato da madrugada?
Aprendi a desconfiar de tais palavras obscuras,
Agora sei me defender:
Duvidando de tudo que me é dito na madrugada, afinal, nada jamais se concretiza.
sexta-feira, 22 de junho de 2012
Brindai as pequenas vitórias!
Ao terminar de escrever uma página, o poeta se entusiasma para a próxima.
Ao terminar de ler uma página, o leitor vocifera pela seguinte.
Ao terminar o último gole de pinga, a garganta urra pela dose subsequente.
Ao encostar dos lábios, o coração sussurra por eternidade.
Ao estalar da meia noite, uma nova vida se desvela!
Ao cerrar os olhos no leito, o corpo desfalece cansado.
Brindai as pequenas vitórias, brindai!
Porque as grandiosas não nos pertencem...
Ao terminar de ler uma página, o leitor vocifera pela seguinte.
Ao terminar o último gole de pinga, a garganta urra pela dose subsequente.
Ao encostar dos lábios, o coração sussurra por eternidade.
Ao estalar da meia noite, uma nova vida se desvela!
Ao cerrar os olhos no leito, o corpo desfalece cansado.
Brindai as pequenas vitórias, brindai!
Porque as grandiosas não nos pertencem...
quarta-feira, 30 de maio de 2012
Solidão
Eu escolhi a solidão, e com isso vou vivendo.
Eu escolhi a solidão, e reclamar disso é besteira.
Eu escolhi a solidão, o silêncio é meu maior amigo.
Eu escolhi a solidão, pelas sombras eu me movo.
E, mais uma vez, eu escolhi a solidão, na melancolia eu existo.
A solidão está comigo.
Não se aproxime demais, há risco de me arrepender.
Eu escolhi a solidão, e reclamar disso é besteira.
Eu escolhi a solidão, o silêncio é meu maior amigo.
Eu escolhi a solidão, pelas sombras eu me movo.
E, mais uma vez, eu escolhi a solidão, na melancolia eu existo.
A solidão está comigo.
Não se aproxime demais, há risco de me arrepender.
segunda-feira, 21 de maio de 2012
O Poste
O poste é um fiel companheiro de noites em claro.
Se estou na rua, o poste me ilumina e me faz companhia.
Se estou em casa, o poste me atrapalha; sua claridade penetra a janela e me tira o sono.
Nesta estranha dualidade, eu e o poste vamos vivendo...
Ei, poste, hoje eu quero dormir.
Se estou na rua, o poste me ilumina e me faz companhia.
Se estou em casa, o poste me atrapalha; sua claridade penetra a janela e me tira o sono.
Nesta estranha dualidade, eu e o poste vamos vivendo...
Ei, poste, hoje eu quero dormir.
quarta-feira, 2 de maio de 2012
O Frio é nostálgico
O frio é nostálgico. O frio me traz lembranças ruins que o tempo tornou boas. O frio traz lembranças da mocidade, da juventude. O frio dá vontade de cobertor. O frio me traz lembranças de manhãs com neblina. O frio me traz lembranças de noites geladas. O frio requer agasalhos. O frio me lembra romantismo. O frio me torna nostálgico.
Hoje é um dia frio.
Hoje é um dia frio.
quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012
É Possível?
É possível ter saudades de quando se sofria?
Queria passar mais por aqui.
Queria ter mais noites conturbadas de insônia.
A noite doce e serena não me serve. A felicidade me enjoa.
É possível, então, ter saudades de quando se sofria?
Creio que sim. Hoje eu tenho.
Hoje eu tenho saudades de ter saudades de você.
É possível, então, ter saudades de quando se sofria?
Creio que sim. Hoje eu tenho.
Hoje eu tenho saudades de ter saudades de você.
segunda-feira, 26 de dezembro de 2011
O Bom Filho
à casa torna, cedo ou tarde, há de voltar.
não é madrugada, mas precisei escrever para exorcisar os fantasmas do silêncio.
não é madrugada, mas precisei escrever para exorcisar os fantasmas do silêncio.
sexta-feira, 22 de abril de 2011
Companheiras
A culpa e a dúvida andam sempre juntas.
A culpa a e dúvida são amigas entre si.
A culpe a e dúvide são minhas inimigas.
A culpa e a dúvida estão me matando.
A culpa a e dúvida são amigas entre si.
A culpe a e dúvide são minhas inimigas.
A culpa e a dúvida estão me matando.
sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011
Tirando o Pó
Dou um sopro ali,
Uma esfregada aqui,
Passo um pano acolá...
E, voi là,
Tiro do marasmo e do abandono este meu recanto.
Não te esqueci, estimada amiga, só decidi desfrutar de sua companhia em silêncio.
Uma esfregada aqui,
Passo um pano acolá...
E, voi là,
Tiro do marasmo e do abandono este meu recanto.
Não te esqueci, estimada amiga, só decidi desfrutar de sua companhia em silêncio.
sexta-feira, 14 de janeiro de 2011
Hoje a Noite é só Minha
Hoje eu quero meu canto.
Hoje eu quero meu recanto.
Preciso de paz. Um pouco de solidão mal não faz.
Preciso respirar. Donde é que se meteu este bendito ar?
Estava desacostumado a essa sensação.
Triste e doce aflição.
.
.
.
O pior já passou...
Hoje eu quero meu recanto.
Preciso de paz. Um pouco de solidão mal não faz.
Preciso respirar. Donde é que se meteu este bendito ar?
Estava desacostumado a essa sensação.
Triste e doce aflição.
.
.
.
O pior já passou...
quarta-feira, 5 de janeiro de 2011
Hoje a Noite É Dela
Hoje o texto é única e exclusivamente em homenagem à ela.
A que me faz suspirar nas madrugadas e me enche de ânimo novo para levantar todas as manhãs.
Creio que não haja mal algum nisso, até porque, as letras giram ao seu entorno.
E os pássaros parecem cantar só pra ela.
Assim é, assim sempre foi e assim sempre será, porque eu a amo.
A que me faz suspirar nas madrugadas e me enche de ânimo novo para levantar todas as manhãs.
Creio que não haja mal algum nisso, até porque, as letras giram ao seu entorno.
E os pássaros parecem cantar só pra ela.
Assim é, assim sempre foi e assim sempre será, porque eu a amo.
sexta-feira, 31 de dezembro de 2010
2011
Mais um ano que chega ao fim.
Já parou para pensar quantas coisas mudaram numa virada de ano?
Comigo, simplesmente, nada mudou.
Tudo, tudo, milimetricamente tudo de destacável que ocorreu em minha vida foi no recheio do ano.
A badalada final seguida da queima de fogos só me serviu catalisador sensorial.
Não sei porque, mas não consigo mais me revestir de grandes esperanças quando um ano vai e outro vem.
Prefiro deixar o rio seguir seu fluxo, o vento seguir a sua direção... Expectativas frustram. Surpresas marcam.
Dois mil e onze virá. Trará surpresas, boas e ruins. Pode ser que o ano não termine para mim, ou pode ser que termine completamente diferente de como começou... Enfim. É mais provável que ele finde semelhantemente a este.
Estou no aguardo.
Já parou para pensar quantas coisas mudaram numa virada de ano?
Comigo, simplesmente, nada mudou.
Tudo, tudo, milimetricamente tudo de destacável que ocorreu em minha vida foi no recheio do ano.
A badalada final seguida da queima de fogos só me serviu catalisador sensorial.
Não sei porque, mas não consigo mais me revestir de grandes esperanças quando um ano vai e outro vem.
Prefiro deixar o rio seguir seu fluxo, o vento seguir a sua direção... Expectativas frustram. Surpresas marcam.
Dois mil e onze virá. Trará surpresas, boas e ruins. Pode ser que o ano não termine para mim, ou pode ser que termine completamente diferente de como começou... Enfim. É mais provável que ele finde semelhantemente a este.
Estou no aguardo.
segunda-feira, 27 de dezembro de 2010
Repressão
Nunca foi e nunca será o melhor caminho.
Uma lógica alternativa é a saída.
Mas é difícil entender, é difícil... Eu concordo.
Só me resta esperar com paciência.
Um dia entenderão.
Uma lógica alternativa é a saída.
Mas é difícil entender, é difícil... Eu concordo.
Só me resta esperar com paciência.
Um dia entenderão.
sexta-feira, 24 de dezembro de 2010
É Natal
Mas eu ainda estou mofando aqui...
Meu espírito não é natalino,
E talvez eu devesse pedir ao bom velhinho
Um pouco, só um pouquinho,
De empolgação e alegria.
Meu espírito não é natalino,
E talvez eu devesse pedir ao bom velhinho
Um pouco, só um pouquinho,
De empolgação e alegria.
segunda-feira, 20 de dezembro de 2010
Uma Nota que Destoa Estraga Toda a Sinfonia
É assim, não tem mistério.
A vida é como uma grande sinfonia, uma grande orquestra numa grande apresentação.
E uma nota que destoe das outras, acaba por estragar o todo. Não há mistério.
Se um segmento da vida vai mal, todos haverão de sucumbir, pouco a pouco.
A vida é um quebra cabeças. Todas as peças têm o encaixe certo.
Uma peça que destoe, acaba por estragar o todo.
E, lentamente, todas as outras peças parecem que vão se contaminando.
A vida é uma receita de bolo.
Se um ingrediente destoa, todo o resto ficará amargo ou azedo ou insosso ou pastoso.
É como no bolo, é preciso o ingrediente certo, na quantidade certa.
Não há mistério.
Uma nota que destoa estraga toda a sinfonia.
A vida é como uma grande sinfonia, uma grande orquestra numa grande apresentação.
E uma nota que destoe das outras, acaba por estragar o todo. Não há mistério.
Se um segmento da vida vai mal, todos haverão de sucumbir, pouco a pouco.
A vida é um quebra cabeças. Todas as peças têm o encaixe certo.
Uma peça que destoe, acaba por estragar o todo.
E, lentamente, todas as outras peças parecem que vão se contaminando.
A vida é uma receita de bolo.
Se um ingrediente destoa, todo o resto ficará amargo ou azedo ou insosso ou pastoso.
É como no bolo, é preciso o ingrediente certo, na quantidade certa.
Não há mistério.
Uma nota que destoa estraga toda a sinfonia.
quinta-feira, 16 de dezembro de 2010
Quero Mais do Seu Encanto
Meu temor era esse... Que a madrugada caísse na rotina, na monotonia.
Parece que foi o que aconteceu.
Continuo a admirá-la, continuo a ser-lhe fiel.
Ainda a acompanho todas as noites.
Mas as palavras me parecem já não vir mais à boca. Me falta sentimento.
Me falta poesia. O problema sou eu?
Parece que foi o que aconteceu.
Continuo a admirá-la, continuo a ser-lhe fiel.
Ainda a acompanho todas as noites.
Mas as palavras me parecem já não vir mais à boca. Me falta sentimento.
Me falta poesia. O problema sou eu?
terça-feira, 7 de dezembro de 2010
Café
Preparei o café e abri a geladeira.
Sequestrei um pedaço de pizza e sentei-me para escrever.
Mordisquei a comida, bebi a bebida.
Segurei o lápis, olhei para o papel... Em busca do tema, em busca de algo para ser escrito.
O café liberava sua peculiar torre de fumaça, que se perdia no ar. (eu a observava)
A luz tremulava; a lâmpada estava prestes a queimar.
O café esfriou, a pizza esquentou - temperatura ambiente em ambos - e o lápis permaneceu em riste, procurando o que escrever.
O sol nasceu e não havia nada para ser dito naquela noite.
Sequestrei um pedaço de pizza e sentei-me para escrever.
Mordisquei a comida, bebi a bebida.
Segurei o lápis, olhei para o papel... Em busca do tema, em busca de algo para ser escrito.
O café liberava sua peculiar torre de fumaça, que se perdia no ar. (eu a observava)
A luz tremulava; a lâmpada estava prestes a queimar.
O café esfriou, a pizza esquentou - temperatura ambiente em ambos - e o lápis permaneceu em riste, procurando o que escrever.
O sol nasceu e não havia nada para ser dito naquela noite.
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